Memória Paranapanema - Usinas Canoas I e II - Marco Antonio Baggio http://www.memoriaparanapanema.com.br/midia/MarcoBaggio.mp4

Marco Antonio Baggio

"Meu nome é Marco Antonio Baggio. Nasci em nove de setembro de 1973, na cidade de Pirassununga, interior de São Paulo. Meu pai, minha mãe e meus outros três irmãos também são naturais de Pirassununga. Fiz o curso técnico de elétrica na cidade de Araras, onde consegui entrar na CESP, na área de energia elétrica, como estagiário no setor de projetos da distribuição.
Terminei meu eletrotécnico em 1992. A partir daquele ano, passei a prestar serviços para a CESP por meio de empreiteiras. Em 1996, entrei na CESP como funcionário da área de geração, que era uma parte que eu não conhecia até então, porque só tinha trabalhado com distribuição(...).
Acabei entrando para o setor elétrico porque era uma coisa que todo mundo almejava. A gente focava isso na nossa formação técnica básica. Era um bom caminho naquela época. Para trabalhar na CESP, tive de prestar um concurso estadual. Os aprovados foram distribuídos por todo o estado, e eu acabei indo trabalhar na usina de Chavantes, na área de manutenção de usina. Foi a minha primeira sessão na geração. Depois fui para Jurumirim, onde trabalhei por dois anos. Em 1999, viemos montar as usinas Canoas I e Canoas II para colocar em operação. Já trabalhei nas cinco usinas do Paranapanema: Jurumirim, Chavantes, Salto Grande, Canoas I e Canoas II. Hoje em dia, a gente se divide um pouco em cada instalação. Sempre que precisa de uma ajuda, a gente está lá para dar um apoio.
Nessa de trabalhar em muitos lugares, acabei me mudando bastante com o passar dos anos. Primeiro morei em Pirassununga, com a minha família. Quando fui estudar em Araras, mudei para lá também e fiquei por cinco anos. Fui para Ourinhos no tempo em que trabalhei na usina de Chavantes, e depois para Piraju quando trabalhei em Jurumirim. Hoje, moro em Assis porque trabalho em Canoas II. Durante essas mudanças, aconteceram várias fases. Na fase Rio Paranapanema Energia S.A, estive sempre entre Canoas I e Canoas II. Foi um pouco complicado no começo, porque o sistema estava em fase de adaptação. Mas a gente colheu bons frutos depois. Acredito que valeu a experiência, todo mundo cresceu muito quando veio para cá. Foi mobilizada uma equipe grande para montar essas duas usinas. Depois de prontas, em 1999, o pessoal que ficou para tocar essas usinas, e foram poucas pessoas, também sofreu muito por conta da demanda de serviço muito grande. E com grande parte do pessoal das outras usinas trabalhando em Canoas I e Canoas II, a turma que ccontinuava em Jurumirim, Salto Grande e Chavantes, também se sobrecarregava, já que tinha menos gente para operar as usinas deles. Então, todo mundo acabou dando uma pequena parcela de sacrifício na construção dessas usinas." (Trechos da entrevista realizada em 13/09/2012)