Memória Paranapanema - Usina Chavantes - Sr. Azor Negrão Freire http://www.memoriaparanapanema.com.br/BKP_WEB/video/AzorNegrao_html.mp4

Azor Negrão Freire

"Meu nome é Azor Negrão Freire. O nascimento, em Salto Grande, em janeiro de 1939. Meu pai era empregado da Companhia Estrada de Ferro Sorocabana. Quando a Sorocabana comprou aquela mataria que tinha em Salto Grande, o pai foi para lá. Ele trabalhava fiscalizando cortes de lenha e tiração de tora para dormentes para a Sorocabana. Isso foi até 1949, mais ou menos, até que a Sorocabana começou a construir a usina de Salto Grande e meu pai foi para lá. A gente morava pertinho da obra, no acampamento lá dentro daquele matão. Nasci ali na usina mesmo, onde era chamado de ilha. Era muito bonito lá. Ficamos junto com o pai, aquela coisa.  

Mais ou menos em 1954, eu e o meu falecido irmão fomos trabalhar na usina. A gente ajudava no escritório, onde trabalhava o senhor Willis, um escriturário da Sorocabana. Então a gente ficava por ali dando uma mão pra ele. Eu também carregava comida para a turma, às vezes ia buscar jornal em Salto Grande, essas coisas assim. (...) Fiquei na usina até 1959. Nesse tempo, cheguei a trabalhar na oficina mecânica com o Leopoldo. Trabalhei como compressorista, ajudante de máquina pesada, escavadeira e essas coisas. Depois fui para mecânica pesada.

Em 1958 começaram a fazer o canteiro de obras da usina de Chavantes. Então nós viemos para lá. Era o maior sacrifício para chegar nessa usina porque não tinha nada. Tinha a balsa do laranjal, mas não comportava um caminhão F-600 carregado, não passava. Chegando lá, a gente tinha que descarregar o caminhão, passar ele e pegar aquela carga toda. Era um dia inteiro para fazer isso. (...) Hoje eu dou risada, mas para chegar nessa usina era o maior sacrifício. "(Trechos da entrevista realizada em 18/06/2012).